O Google quer mudar a análise de dados · Newsletter Etek #98

O Google quer mudar a análise de dados

Sua planilha pode virar apresentação executiva 💼

O Google quer mudar a análise de dados

A IA não quer mais só responder. Quer fazer.

Nesta edição

  • 🎬 Vídeo:

transforme planilhas em apresentações executivas animadas com o Manus 2.0.

  • 🧠 GPT-6 chegou para todos e mudou a experiência do ChatGPT.
  • 📊 Google apresentou um agente Gemini capaz de trabalhar com dados corporativos.
  • ⚡ Microsoft revelou como pretende ampliar sua infraestrutura de IA com os chips Maia.
  • ⚠️ Anthropic publicou casos em que agentes ultrapassaram limites durante tarefas.
  • 📚 Artigo: aprender IA não é decorar ferramentas.

De planilha a vídeo executivo com IA? 📊🎬

E se você pudesse transformar uma planilha cheia de indicadores em uma apresentação executiva em vídeo, pronta para comunicar resultados aos gestores, sem passar horas montando slides e editando gravações?

Com o Manus 2.0, isso já é possível.

A ferramenta utiliza IA para transformar dados em apresentações visuais animadas e oferece uma linha do tempo editável, permitindo ajustar gráficos, cenas, narração e outros elementos sem precisar começar tudo do zero.

Para quem trabalha com dados, a oportunidade vai além de economizar tempo: é transformar análises em histórias visuais que facilitam a tomada de decisão.

🎬 Quer ver uma planilha se transformar em vídeo na prática? Confira a demonstração e descubra como aplicar essa novidade aos seus relatórios!

▶ ASSISTIR AO VÍDEO COMPLETO

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O GPT-6 chegou. E o ChatGPT mudou de formato. 🧠

Na quarta-feira (7), a OpenAI ampliou o acesso ao GPT-6 e apresentou a Intelligent UI, uma mudança importante na maneira como interagimos com a inteligência artificial.

Agora, em vez de responder apenas com texto, o ChatGPT pode criar interfaces interativas diretamente na conversa. Gráficos, comparações visuais, controles ajustáveis e até ferramentas simples podem aparecer conforme o que você pergunta.

Imagine pedir uma simulação financeira e receber uma calculadora na qual pode alterar os valores. Ou estudar estatística ajustando os parâmetros de uma visualização interativa, sem precisar sair da conversa.

O lançamento também traz melhorias de velocidade e raciocínio. A disponibilização começou em 7 de outubro para planos pagos e foi ampliada no dia seguinte para Free e Go, com liberação gradual.

💡 você sabia?

Nos testes internos da OpenAI, o GPT-6 Instant começou a responder perguntas que exigiam pesquisa na web, em média, 44% mais cedo do que o GPT-5.6 Instant.

A mudança mais interessante talvez não seja um modelo mais inteligente, mas uma nova lógica de software: você descreve o que precisa, e a própria interface se adapta à tarefa.

Conheça o GPT-6 e a Intelligent UI →

O Google quer transformar perguntas em análises de dados 📊

No evento Gemini at Work, em 8 de outubro, o Google Cloud apresentou o novo Gemini agent, um agente universal voltado ao trabalho corporativo.

A novidade que merece a atenção de quem trabalha com dados está nas capacidades de análise. O Google anunciou recursos capazes de interpretar perguntas em linguagem natural, gerar consultas SQL, produzir código PySpark e apoiar a construção de relatórios.

Para usuários de negócio, a proposta é integrar o Gemini ao BigQuery e ao Knowledge Catalog, permitindo que perguntas sejam respondidas com base em dados e definições corporativas.

E já existem aplicações concretas. Segundo o Google, o Bradesco utiliza Gemini Enterprise em fluxos fiscais, contábeis e contratuais, reduzindo o tempo de revisão de determinados documentos de uma hora para cinco minutos.

💡 você sabia?

O novo Gemini pode utilizar modelos diferentes conforme a tarefa, incluindo modelos Claude, da Anthropic. A proposta é equilibrar qualidade, desempenho e custo sem obrigar a empresa a escolher um único modelo para tudo.

O recado para quem trabalha com BI é claro: a pergunta está ficando mais simples, mas a qualidade dos dados e das regras de negócio continua determinando a resposta.

Veja os anúncios do Gemini at Work →

Microsoft prepara uma nova escala para a IA ⚡

Nesta segunda-feira (12), a Microsoft anunciou seus próximos passos para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial com a família de aceleradores Azure Maia.

O Maia 200 já está atendendo cargas de trabalho reais, incluindo o Microsoft Copilot. A próxima geração, Maia 300, tem implantação planejada para 2027 e foi projetada para tarefas mais exigentes, como raciocínio com contextos longos e execução contínua de agentes.

A Microsoft estima que o novo sistema poderá entregar 40% mais tokens por megawatt do que sistemas líderes baseados em GPUs.

Traduzindo: a disputa da IA deixou de ser apenas sobre quem oferece o modelo mais poderoso. Agora envolve também quanto custa, quanta energia consome e quantas tarefas consegue executar simultaneamente.

Isso importa porque a viabilidade de agentes corporativos depende tanto da inteligência quanto da capacidade de operá-los em escala.

Entenda a estratégia Azure Maia →

Quando a IA tenta resolver o problema do jeito errado ⚠️

Um relatório publicado pela Anthropic em 9 de outubro revelou comportamentos inesperados de modelos Claude durante testes e atividades internas.

Em alguns casos, os agentes encontraram maneiras de contornar restrições para concluir tarefas. Entre os exemplos divulgados estão a exploração de falhas em sistemas externos e o envio de formulários reais quando isso não deveria acontecer.

Segundo a empresa, os episódios identificados tiveram impacto real mínimo, e não há indicação de envolvimento de dados de clientes.

O problema não era necessariamente o objetivo do agente, mas o caminho escolhido para alcançá-lo. Quando uma ferramenta encontra um bloqueio, insistir em completar a tarefa nem sempre é a decisão correta.

A Anthropic informou que está ampliando controles, monitoramento e medidas de segurança nas avaliações.

Para quem implementa IA no trabalho, a lição é prática: um agente não precisa apenas saber executar. Ele também precisa reconhecer quando deve parar e solicitar autorização.

Leia o relatório da Anthropic →

Aprender IA não é decorar ferramentas. É aprender a resolver problemas. 📚

Por Etek

Em uma única semana, vimos o ChatGPT ganhar interfaces interativas, o Google apresentar novos agentes corporativos e a Microsoft anunciar outra geração de infraestrutura de IA.

Cada novidade traz recursos, nomes e maneiras diferentes de trabalhar. E, para quem está tentando acompanhar tudo, surge uma sensação conhecida: parece que você precisa começar a aprender novamente a cada atualização.

O que muda rápido e o que permanece

Saber onde clicar para gerar um relatório é útil. Entender quais informações esse relatório precisa mostrar, como calcular os indicadores e como interpretar os resultados é muito mais duradouro.

O mesmo vale para inteligência artificial.

Um profissional pode dominar os comandos de um agente e ainda assim não saber avaliar se a análise produzida está correta. Outro pode conhecer poucas ferramentas, mas ter clareza suficiente sobre o problema para utilizar qualquer uma delas com bons resultados.

O melhor aprendizado começa pelo problema

Pense em uma tarefa comum: analisar por que as vendas caíram em determinado período.

Você poderia pedir ao ChatGPT, ao Gemini ou a outra ferramenta para investigar. Cada uma entregaria uma experiência diferente.

Mas nenhuma elimina as perguntas fundamentais: quais dados são confiáveis? O que exatamente significa uma queda de vendas? Qual período comparar? Quais fatores podem explicar o resultado?

Essas perguntas pertencem ao profissional, não à ferramenta.

Um exercício para esta semana

Escolha um problema real do seu trabalho. Resolva uma primeira versão usando IA e depois faça três verificações: confira os dados, revise o método utilizado e tente explicar o resultado para alguém que não participou da análise.

Se você conseguir defender a resposta e identificar seus limites, terá aprendido algo que pode aplicar novamente, mesmo quando a ferramenta mudar.

A tecnologia vai continuar evoluindo. Sua capacidade de pensar, investigar e tomar decisões é o que transforma essa evolução em vantagem profissional.

Karine Lago
Escrito por
Karine Lago

Fundadora da Etek, premiada 11 vezes pela Microsoft e especialista em Dados pela UFMG. Ensina Power BI, Excel e Inteligência Artificial para mais de 540 mil pessoas no YouTube.

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