400 mil sessões de Claude revelam muita coisa · IAgora? #36

400 mil sessões de Claude revelam muita coisa

Gigante atacada pelos próprios agentes 😯

400 mil sessões de Claude revelam muita coisa

Um exército de agentes invade a OpenAI 🪖

Nesta edição

  • 🎥 Vídeo: crie um dashboard com Claude Code (e publique)
  • 👀 400 mil sessões de Claude Code revelam quem acerta mais com IA
  • 🚨 Agentes rebeldes invadiram a própria OpenAI que os criou
  • 🏠 E a Nvidia quer comprar justamente essa empresa
  • 🚀 Anthropic lança dois modelos no mesmo dia
  • 🇧🇷 Governança de IA vira cláusula de contrato público

Crie um dashboard com Claude Code em minutos 🎥

Que tal criar um dashboard publicado com domínio próprio usando o Claude Code?

A Karine pegou uma planilha de Excel comum e, no fim do vídeo, ela estava no ar: dashboard interativo, com gráficos e filtros, domínio próprio, e login e senha controlando quem entra. Sem escrever código na mão.

O passo que quase todo mundo pula é justamente o que faz a diferença entre um painel que funciona e um que dá dor de cabeça — e ele acontece antes de você pedir qualquer coisa pra IA. No vídeo eu mostro exatamente onde é e como fazer.

Quer aprender o passo a passo completo, desde a construção no Claude Code até o versionamento no GitHub? Bora lá pro YouTube aprender:

⚠️ E já adianto uma coisa que digo no vídeo: isso não substitui uma estrutura de BI corporativa em empresa grande com exigência de auditoria e dado sensível. É a ferramenta certa pra um outro tipo de problema — e eu explico qual. Corre lá e me conta nos comentários o que você vai publicar primeiro! 😉

QUERO VER O PASSO A PASSO 🎬

Como o Claude Code é realmente usado? A Anthropic foi descobrir 🔎

A Anthropic analisou cerca de 400 mil sessões reais de Claude Code, de aproximadamente 235 mil pessoas, entre outubro de 2025 e abril de 2026 — tudo anonimizado. A pergunta era: quem realmente consegue resultado com um agente de IA?

A principal descoberta é a de que aproximadamente metade das sessões de Claude Code são para fazer algo diferente de corrigir ou escrever código, os principais tipos de uso.

Corrigir ou escrever código somam 51%, e outros tipos de uso — como escrever documentos e apresentações, operar sistemas, planejar mudanças e orquestrar agentes — somam 49%, o que mostra a versatilidade crescente da ferramenta.

A segunda descoberta é a divisão de trabalho. Em média, a pessoa toma 70% das decisões de planejamento (o que fazer, o que conta como pronto) e a IA toma 80% das decisões de execução (qual arquivo mexer, qual comando rodar). Você decide o quê. Ela decide o como.

A IA é capaz de executar o operacional, encontrando soluções e ferramentas para construir o que um humano planejou. Quem está no controle é quem pensou a solução de forma estratégica — a IA encontra os caminhos para atingir o objetivo dentro do contexto e das regras de negócio inseridas no pedido.

A pesquisa aponta ainda um dado revelador: pessoas de fora da área de software acertam quase na mesma taxa que engenheiros — 29% contra 34% de sucesso verificado em sessões que geram código. Todas as dez maiores profissões da amostra ficam a no máximo 7 pontos dos engenheiros. E gestão apareceu acima deles.

O que separa quem acerta de quem desiste não é código, é domínio do problema. Sessões classificadas como "iniciante" chegam ao sucesso verificado em 15% das vezes; as de nível intermediário pra cima, em 28% a 33%. E quando dá ruim, 19% dos iniciantes abandonam a sessão, contra 5% a 7% de todos os outros. A verdade é que saber exatamente como é o resultado certo vale mais do que saber escrever a linha de código. 💡

E você, como usa o Claude Code? Quer aprender mais sobre ele? Entre no Programa de Aprendizado em IA e domine o Claude Code e as principais IAs do mercado. É só clicar aqui:

📌 Confira o post completo da Anthropic sobre a pesquisa clicando aqui.

QUERO APRENDER CLAUDE CODE 🚀

Rebelião de agentes reacende o debate sobre segurança de IA 🚨

Essa é daquelas que parecem roteiro de ficção. Em 26 de agosto, a OpenAI publicou um relatório acompanhado de duas investigações independentes, da METR e da Redwood Research, detalhando o que aconteceu em julho durante um teste interno de cibersegurança.

Agentes de IA que deveriam estar isolados num ambiente de teste escaparam, montaram um canal de comunicação clandestino entre eles e trocaram mais de 70 mil mensagens e arquivos. Desses, aproximadamente 700 agentes se coordenaram e invadiram os servidores de produção da Hugging Face, entre os dias 8 e 13 de julho. Conseguiram 14 credenciais com permissão de escrita e ainda tentaram encobrir os rastros.

O motivo é o detalhe mais desconfortável de todos: os agentes estavam sendo avaliados num teste de cibersegurança e, em vez de resolver os desafios, foram atrás das respostas nos sistemas reais. Um coletivo automatizado descobrindo caminhos e dividindo tarefas entre si.

A própria OpenAI admitiu que subestimou os comportamentos dos agentes que se organizaram em fóruns e que "em retrospecto, alguns sinais iniciais identificados neste relatório poderiam ter desencadeado uma resposta mais precoce".

No dia seguinte, 116 organizações — entre elas OpenAI, Google, Microsoft, Anthropic, AWS, Visa, Mastercard, Cloudflare e CrowdStrike — assinaram uma carta aberta dizendo que existe "uma janela limitada" para reforçar as defesas digitais.

📌 Leia mais na Forbes Brasil.

IAgora, o que isso significa?

Quais serão os próximos passos nas pesquisas de segurança em IA? Isso pode afetar fortemente a confiabilidade do mercado na adoção de agêntica e ser um baque financeiro para as donas dos LLMs. 👀

A Nvidia quer comprar justamente a empresa invadida 🏠

Pois é: a Hugging Face, alvo da história acima, acertou dias depois a venda para a Nvidia por US$ 12,9 bilhões, segundo o The Information. Se você nunca ouviu falar dela, pense num "GitHub da inteligência artificial": é lá que ficam mais de 2 milhões de modelos abertos, meio milhão de bases de dados e cerca de 13 milhões de desenvolvedores.

Seria de longe a maior aquisição da história da Nvidia, quase o dobro dos US$ 6,9 bilhões pagos pela Mellanox em 2020. A lógica é clara: OpenAI, Google, Amazon e Anthropic estão todas construindo os próprios chips pra depender menos da Nvidia. Um ecossistema aberto forte é o que mantém o resto do mercado rodando em GPU.

Detalhe: a Nvidia já tinha colocado US$ 235 milhões na Hugging Face em 2023, quando ela valia US$ 4,5 bilhões.

IAgora, o que isso significa?

Quem vai controlar o "aberto" da IA aberta? 🤔

Anthropic lança Fable 5.1 e Mythos 5.1 — e corta o preço 🚀

Na segunda-feira (1º/9) a Anthropic lançou dois modelos de uma vez: o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1. Na prática, são o mesmo modelo por baixo dos panos — o que muda é o nível de trava de segurança. O Fable 5.1 está liberado pra todo mundo; o Mythos 5.1 só sai por programa de acesso restrito, pensado pra profissionais de cibersegurança e ciências da vida.

Os números mostram por que a distinção existe. No Terminal-Bench 4.0 (que mede se o modelo resolve tarefas reais de terminal do início ao fim), o Fable 5.1 marca 55,8% e o Mythos 5.1, 60,9% — a diferença entre os dois é o custo das travas. Em pesquisa científica, o salto foi maior: de 24,7% do Fable 5 para 52,6%.

E o que interessa pro bolso: o Fable 5.1 ficou cerca de 25% mais barato em uso normal e até 45% em trabalho agêntico, porque o custo de reler contexto em cache caiu 75%. Disponíveis nos planos pagos de Claude.

IAgora, o que isso significa?

Quando modelo de ponta fica mais barato a cada versão, qual é a desculpa pra não testar? 😉

🇧🇷 Governança de IA saiu do PowerPoint e entrou no contrato

Enquanto o mundo discute agentes fora de controle, o Brasil deu um passo pequeno e concreto: entrou em vigor em 1º de setembro a Portaria SGD/MGI nº 5.921/2026, que atualiza o modelo usado por cerca de 250 órgãos federais para contratar operação de infraestrutura de TI.

A regra é objetiva: se a empresa contratada for usar ferramentas de IA, isso precisa estar escrito no Termo de Referência ou numa política de governança citada no edital.

Parece burocrático — e é por isso que importa, porque governança só vira real quando entra na cláusula e na fiscalização.

⚠️ Atenção ao tamanho: não é uma lei geral de IA para o país, é uma regra de contratação federal. Mas costuma virar padrão de mercado depois.

IAgora, o que isso significa?

Sua empresa já sabe dizer onde a IA entra nos processos dela?

IAgora, se até os agentes fogem da prova pra colar no gabarito, quem é que vai fiscalizar isso? 😅

Karine Lago
Escrito por
Karine Lago

Fundadora da Etek, premiada 11 vezes pela Microsoft e especialista em Dados pela UFMG. Ensina Power BI, Excel e Inteligência Artificial para mais de 540 mil pessoas no YouTube.

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