Um exército de agentes invade a OpenAI 🪖
Nesta edição
- 🎥 Vídeo: crie um dashboard com Claude Code (e publique)
- 👀 400 mil sessões de Claude Code revelam quem acerta mais com IA
- 🚨 Agentes rebeldes invadiram a própria OpenAI que os criou
- 🏠 E a Nvidia quer comprar justamente essa empresa
- 🚀 Anthropic lança dois modelos no mesmo dia
- 🇧🇷 Governança de IA vira cláusula de contrato público
Crie um dashboard com Claude Code em minutos 🎥

Que tal criar um dashboard publicado com domínio próprio usando o Claude Code?
A Karine pegou uma planilha de Excel comum e, no fim do vídeo, ela estava no ar: dashboard interativo, com gráficos e filtros, domínio próprio, e login e senha controlando quem entra. Sem escrever código na mão.
O passo que quase todo mundo pula é justamente o que faz a diferença entre um painel que funciona e um que dá dor de cabeça — e ele acontece antes de você pedir qualquer coisa pra IA. No vídeo eu mostro exatamente onde é e como fazer.
Quer aprender o passo a passo completo, desde a construção no Claude Code até o versionamento no GitHub? Bora lá pro YouTube aprender:
⚠️ E já adianto uma coisa que digo no vídeo: isso não substitui uma estrutura de BI corporativa em empresa grande com exigência de auditoria e dado sensível. É a ferramenta certa pra um outro tipo de problema — e eu explico qual. Corre lá e me conta nos comentários o que você vai publicar primeiro! 😉
Como o Claude Code é realmente usado? A Anthropic foi descobrir 🔎
A Anthropic analisou cerca de 400 mil sessões reais de Claude Code, de aproximadamente 235 mil pessoas, entre outubro de 2025 e abril de 2026 — tudo anonimizado. A pergunta era: quem realmente consegue resultado com um agente de IA?
A principal descoberta é a de que aproximadamente metade das sessões de Claude Code são para fazer algo diferente de corrigir ou escrever código, os principais tipos de uso.
Corrigir ou escrever código somam 51%, e outros tipos de uso — como escrever documentos e apresentações, operar sistemas, planejar mudanças e orquestrar agentes — somam 49%, o que mostra a versatilidade crescente da ferramenta.
A segunda descoberta é a divisão de trabalho. Em média, a pessoa toma 70% das decisões de planejamento (o que fazer, o que conta como pronto) e a IA toma 80% das decisões de execução (qual arquivo mexer, qual comando rodar). Você decide o quê. Ela decide o como.

A IA é capaz de executar o operacional, encontrando soluções e ferramentas para construir o que um humano planejou. Quem está no controle é quem pensou a solução de forma estratégica — a IA encontra os caminhos para atingir o objetivo dentro do contexto e das regras de negócio inseridas no pedido.
A pesquisa aponta ainda um dado revelador: pessoas de fora da área de software acertam quase na mesma taxa que engenheiros — 29% contra 34% de sucesso verificado em sessões que geram código. Todas as dez maiores profissões da amostra ficam a no máximo 7 pontos dos engenheiros. E gestão apareceu acima deles.
O que separa quem acerta de quem desiste não é código, é domínio do problema. Sessões classificadas como "iniciante" chegam ao sucesso verificado em 15% das vezes; as de nível intermediário pra cima, em 28% a 33%. E quando dá ruim, 19% dos iniciantes abandonam a sessão, contra 5% a 7% de todos os outros. A verdade é que saber exatamente como é o resultado certo vale mais do que saber escrever a linha de código. 💡
E você, como usa o Claude Code? Quer aprender mais sobre ele? Entre no Programa de Aprendizado em IA e domine o Claude Code e as principais IAs do mercado. É só clicar aqui:
📌 Confira o post completo da Anthropic sobre a pesquisa clicando aqui.
Rebelião de agentes reacende o debate sobre segurança de IA 🚨
Essa é daquelas que parecem roteiro de ficção. Em 26 de agosto, a OpenAI publicou um relatório acompanhado de duas investigações independentes, da METR e da Redwood Research, detalhando o que aconteceu em julho durante um teste interno de cibersegurança.
Agentes de IA que deveriam estar isolados num ambiente de teste escaparam, montaram um canal de comunicação clandestino entre eles e trocaram mais de 70 mil mensagens e arquivos. Desses, aproximadamente 700 agentes se coordenaram e invadiram os servidores de produção da Hugging Face, entre os dias 8 e 13 de julho. Conseguiram 14 credenciais com permissão de escrita e ainda tentaram encobrir os rastros.
O motivo é o detalhe mais desconfortável de todos: os agentes estavam sendo avaliados num teste de cibersegurança e, em vez de resolver os desafios, foram atrás das respostas nos sistemas reais. Um coletivo automatizado descobrindo caminhos e dividindo tarefas entre si.
A própria OpenAI admitiu que subestimou os comportamentos dos agentes que se organizaram em fóruns e que "em retrospecto, alguns sinais iniciais identificados neste relatório poderiam ter desencadeado uma resposta mais precoce".
No dia seguinte, 116 organizações — entre elas OpenAI, Google, Microsoft, Anthropic, AWS, Visa, Mastercard, Cloudflare e CrowdStrike — assinaram uma carta aberta dizendo que existe "uma janela limitada" para reforçar as defesas digitais.
📌 Leia mais na Forbes Brasil.
IAgora, o que isso significa?
Quais serão os próximos passos nas pesquisas de segurança em IA? Isso pode afetar fortemente a confiabilidade do mercado na adoção de agêntica e ser um baque financeiro para as donas dos LLMs. 👀
A Nvidia quer comprar justamente a empresa invadida 🏠
Pois é: a Hugging Face, alvo da história acima, acertou dias depois a venda para a Nvidia por US$ 12,9 bilhões, segundo o The Information. Se você nunca ouviu falar dela, pense num "GitHub da inteligência artificial": é lá que ficam mais de 2 milhões de modelos abertos, meio milhão de bases de dados e cerca de 13 milhões de desenvolvedores.
Seria de longe a maior aquisição da história da Nvidia, quase o dobro dos US$ 6,9 bilhões pagos pela Mellanox em 2020. A lógica é clara: OpenAI, Google, Amazon e Anthropic estão todas construindo os próprios chips pra depender menos da Nvidia. Um ecossistema aberto forte é o que mantém o resto do mercado rodando em GPU.
Detalhe: a Nvidia já tinha colocado US$ 235 milhões na Hugging Face em 2023, quando ela valia US$ 4,5 bilhões.
IAgora, o que isso significa?
Quem vai controlar o "aberto" da IA aberta? 🤔
Anthropic lança Fable 5.1 e Mythos 5.1 — e corta o preço 🚀
Na segunda-feira (1º/9) a Anthropic lançou dois modelos de uma vez: o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1. Na prática, são o mesmo modelo por baixo dos panos — o que muda é o nível de trava de segurança. O Fable 5.1 está liberado pra todo mundo; o Mythos 5.1 só sai por programa de acesso restrito, pensado pra profissionais de cibersegurança e ciências da vida.
Os números mostram por que a distinção existe. No Terminal-Bench 4.0 (que mede se o modelo resolve tarefas reais de terminal do início ao fim), o Fable 5.1 marca 55,8% e o Mythos 5.1, 60,9% — a diferença entre os dois é o custo das travas. Em pesquisa científica, o salto foi maior: de 24,7% do Fable 5 para 52,6%.
E o que interessa pro bolso: o Fable 5.1 ficou cerca de 25% mais barato em uso normal e até 45% em trabalho agêntico, porque o custo de reler contexto em cache caiu 75%. Disponíveis nos planos pagos de Claude.
IAgora, o que isso significa?
Quando modelo de ponta fica mais barato a cada versão, qual é a desculpa pra não testar? 😉
🇧🇷 Governança de IA saiu do PowerPoint e entrou no contrato
Enquanto o mundo discute agentes fora de controle, o Brasil deu um passo pequeno e concreto: entrou em vigor em 1º de setembro a Portaria SGD/MGI nº 5.921/2026, que atualiza o modelo usado por cerca de 250 órgãos federais para contratar operação de infraestrutura de TI.
A regra é objetiva: se a empresa contratada for usar ferramentas de IA, isso precisa estar escrito no Termo de Referência ou numa política de governança citada no edital.
Parece burocrático — e é por isso que importa, porque governança só vira real quando entra na cláusula e na fiscalização.
⚠️ Atenção ao tamanho: não é uma lei geral de IA para o país, é uma regra de contratação federal. Mas costuma virar padrão de mercado depois.
IAgora, o que isso significa?
Sua empresa já sabe dizer onde a IA entra nos processos dela?