No seu trabalho, quem manda no agente de IA? 🤖
Nesta edição
- 📽️ Vídeo: aprenda Gemini Notebook do zero
- 🤖 A Anthropic lança o Duet e aposta na 'IA proativa'
- 💼 Barclays corta 5.000 vagas citando IA
- 💡 Dica da semana: a pergunta que revela o que escapou
- 🧮 IA ajuda a resolver um problema de 31 anos
- 📊 Brasil quer mais agentes, mas com menos regras
- ✍️ Editorial: quem dirige a IA, e com quais limites?
Aprenda Gemini Notebook do zero 📚
"Aprenda GEMINI NOTEBOOK do ZERO: Guia Completo e Atualizado"
Falando em organizar o trabalho antes de delegar: o antigo NotebookLM virou Gemini Notebook, e virou muito mais que um resumidor de PDF.
A diferença dele para um chat comum é simples e importante: você não pergunta para a internet, você pergunta para as suas fontes. Sobe os relatórios, os PDFs e os sites que importam, e cada resposta vem com a referência do trecho exato de onde saiu. Dá para conferir. Daí o mesmo material vira áudio no formato de conversa entre dois apresentadores, slides exportáveis para PPTX, infográficos, mapas mentais e até quizzes.
É a ferramenta mais subestimada da sua rotina. Em vez de pedir resumo solto no chat, você monta uma base de conhecimento com as suas fontes e passa a trabalhar em cima dela. No vídeo novo do canal a Karine mostra o caminho inteiro, do primeiro caderno aos recursos que quase ninguém usa.
Vem assistir ao vídeo completo:
Claude Duet: a IA que trabalha enquanto você não está olhando 🤖

Na quarta (21), a Anthropic abriu a prévia de pesquisa do Claude Duet, e a novidade aqui não é de modelo, é de postura. Em vez de esperar você abrir o aplicativo e pedir alguma coisa, o Duet olha sozinho os seus apps conectados, de poucas em poucas horas, e só te chama quando encontra algo que realmente precisa da sua atenção.
Como ele funciona no dia
Ele roda numa máquina virtual com navegador próprio, então continua trabalhando com o seu notebook desligado. Toda manhã manda um resumo do que importa, e as tarefas vão de agendar uma reunião até montar um dashboard ou uma previsão de vendas.
O ponto mais interessante é o freio. Ele lê, rascunha e prepara tudo por conta própria, mas para e pede sua autorização antes de enviar mensagem, pagar algo, assinar documento ou apagar qualquer coisa. Algumas ações ficam proibidas até com autorização, como transferir dinheiro entre contas. E você pode desconectar qualquer aplicativo a qualquer momento.
E o Brasil?
Ficou de fora da largada. Por enquanto é lista de espera, só para assinantes Pro e Max nos Estados Unidos, e roda em aplicativo separado do Claude que você já usa.
IAgora, o que isso significa?
A direção ficou clara. A IA deixou de ser uma aba que você abre e passou a ser um colega que te procura. Você está pronto para começar a receber esse tipo de mensagem?
Barclays corta 5.000 vagas e aponta a tecnologia como motivo 💼
Nesta quinta (22), o Barclays confirmou que deve eliminar cerca de 5.000 postos de trabalho até o fim de 2026. É algo em torno de 5% do quadro, que tinha aproximadamente 93 mil pessoas no fim de 2025. Mil vagas já saíram, e o restante deve sair até o fim do ano.
A maior parte dos cortes está em funções operacionais e de apoio, principalmente no banco de varejo do Reino Unido, com uma parcela no banco de investimentos.
O que o CEO realmente disse
CS Venkatakrishnan, o "Venkat", foi cuidadoso na explicação. O ganho vem principalmente da modernização dos sistemas, e a IA entra tornando alguns processos mais eficientes, inclusive reduzindo funções técnicas como as de desenvolvedores. Segundo ele, a IA "pode ter um papel mais importante no futuro", mas isso depende de infraestrutura moderna para dar resultado.
Os números acompanham o discurso. No trimestre, o banco tirou cerca de £200 milhões em ações estruturais de corte de custos, parte de aproximadamente £600 milhões no ano, mais ou menos o dobro do que se esperava em janeiro. O lucro antes de impostos foi de £2,3 bilhões, 12% acima do mesmo período de 2025.
IAgora, o que isso significa?
Repare na nuance, porque ela é o recado. A IA não apareceu no discurso como inovação, apareceu na planilha de custos. É a primeira vez que uma empresa desse tamanho coloca eficiência com IA na mesma frase que um número de cinco dígitos de vagas, e a tendência é que não seja a última.
💡 Dica da Semana IAgora
O Duet ainda não chegou aqui, mas o hábito dele você já pode copiar hoje. Conecte seus apps de e-mail e agenda ao seu assistente de IA e, uma vez por dia, faça uma pergunta só: "o que precisa da minha atenção hoje?". Em uma semana você percebe o que vinha escapando. Depois disso, automatizar é só detalhe.
Ferramenta: qualquer assistente com conectores (Claude, Gemini, ChatGPT) | Gratuito/Pago: depende do plano
IA ajuda a resolver um problema que resistia há 31 anos 🧮

Esta é daquelas que merecem atenção. Também na quarta (21), a Microsoft contou como um pesquisador do seu time de Machine Learning and Optimization, Xinzhi Zhang, junto com Zhao Song, fechou a prova da conjectura KLS, um problema proposto em 1995 e aberto desde então.
Em termos simples, ela pergunta se, em espaços com muitas dimensões, um corte reto é quase tão bom quanto o melhor corte de qualquer formato. Parece abstrato, mas é isso que governa a velocidade de um monte de algoritmo usado em estatística e otimização.
O papel que a IA teve
Eles usaram agentes de IA explorando mais de 100 caminhos possíveis, com contas longas e pesadas. Só que a cada rodada era o humano que olhava os resultados, descartava o que não ia dar em nada e empurrava o que valia a pena. A IA ajudou a derivar, a preparar o manuscrito e a fazer conferências internas, e a prova final ainda passou por verificação no Lean 4, um assistente de prova formal.
E aqui está a parte que mais importa. A própria Microsoft conta que tentativas sem direção humana, com vários modelos de ponta e o mesmo orçamento de processamento, simplesmente não chegaram ao resultado.
IAgora, o que isso significa?
Ou seja: a IA deu escala à exploração, e o humano deu direção. Nenhum dos dois resolveria sozinho. Guarde essa frase, ela explica quase tudo o que está acontecendo agora. 😉
95% das empresas brasileiras querem agentes de IA. 27% têm regras para eles 📊
A Deloitte divulgou os números do levantamento State of AI, feito com 3.235 líderes de negócios e tecnologia em 24 países, 115 deles brasileiros. E o Brasil aparece bem em uma coisa que costuma nos faltar: 42% das empresas brasileiras usam IA para promover mudanças estruturais, contra 34% da média global. A gente usa IA de forma mais estratégica que o mundo, não só para testar.
Onde a conta trava
O problema é o degrau seguinte. Só 23% conseguiram escalar 40% ou mais dos seus pilotos, e 58% implementaram no máximo 20% do que testaram. A IA sai do laboratório e empaca na operação.
E tem o número que casa com tudo o que você leu até aqui. Noventa e cinco por cento das empresas brasileiras planejam adotar IA agêntica em até dois anos, mas só 27% têm modelos de governança maduros para isso.
IAgora, o que isso significa?
Junte as duas pontas: times prontos para delegar e empresas sem as regras do jogo escritas. No seu trabalho, alguém já definiu o que um agente pode e o que ele nunca pode fazer sozinho?
✍️ Editorial: quem dirige a IA, e com quais limites?
Reparou que as quatro notícias desta edição são a mesma notícia vista de ângulos diferentes?
O Duet trabalha sozinho, mas trava e pede autorização. O Barclays entrega 5.000 vagas, e o próprio CEO explica que o ganho veio de decisão de arquitetura, não de mágica. A conjectura de 31 anos cai com IA explorando cem caminhos e uma pessoa escolhendo qual seguir, e as tentativas sem essa pessoa não chegaram a lugar nenhum. E o Brasil chega com 95% querendo agentes e 27% com as regras escritas.
A pergunta da virada não é mais "a IA consegue fazer isso?". Na maior parte das vezes, consegue. A pergunta passou a ser quem está dirigindo, e com quais limites.
Em 2026 isso deixou de ser conversa filosófica e virou item de processo. Quem escreve as regras antes de delegar colhe eficiência. Quem delega sem regra colhe retrabalho, ou pior.
Para esta semana: escolha um processo que você já pensou em automatizar e escreva três linhas. O que a IA pode fazer sozinha, o que ela precisa te mostrar antes, e o que ela nunca faz. Leva dez minutos, e é exatamente o que separa as duas listas da pesquisa da Deloitte. 🛠️