A IA saiu do discurso e entrou no orçamento🪙
Nesta edição
- 🔥 A Black Friday da Etek vem aí! Saiba como participar
- 📽️ Aprenda o Gemini inteiro em menos de 20 minutos
- 💼 Microsoft oferece saída voluntária a 60 mil
- 🔐 O Gemini 4 Carbon lidera o ranking e fica trancado
- 📊 Agentes já começam 40% dos pull requests
- 🇧🇷 Itaú paga R$ 2,92 bi pela NeoSpace
- 🧪 A UFG lançou um modelo de IA brasileiro, de graça
- 💵 Anthropic abre as contas e pede para entrar na bolsa
- ✍️ Editorial: o ano em que a IA virou linha de orçamento
A Black Friday da Etek vem aí! Saiba como participar 🔥
Você que acompanha essa newsletter toda semana sabe como a IA está mudando o jeito de trabalhar. E sabe também que quem quer ganhar destaque precisa continuar evoluindo.
Só que evoluir fica muito mais leve quando você tem um lugar pra voltar sempre que precisar e avançar no seu ritmo.
É exatamente isso que eu vou te mostrar no dia 10 de novembro, às 19h30, ao vivo: a Etek Vitalícia, uma oferta de Black Friday diferente de todas que já fiz até hoje, com acesso vitalício aos cursos de IA, Claude, Dados, Power BI, Microsoft e Carreira, e mais algumas novidades 👀
Inclusive algumas surpresas podem chegar na sua casa. E você é meu convidado de honra.
Para garantir o seu lugar, é só tocar no botão abaixo e preencher seus dados na próxima página. Assim que confirmar, você já entra no grupo oficial para receber tudo em primeira mão.
Aprenda o Google Gemini em menos de 20 minutos 🚀

"Aprenda o Google GEMINI em menos de 20 minutos"
Você vai ler, logo abaixo, cinco notícias sobre empresas gigantes mexendo bilhões por causa de IA. E a pergunta que sobra é sempre a mesma: e eu, o que faço com isso na segunda-feira?
É exatamente para isso que a Karine gravou o vídeo novo do canal. Em menos de 20 minutos ele passa pelo Gemini inteiro, na prática: análise de planilha e de contrato, criação de imagem e de vídeo, pesquisa profunda com o Deep Research, quiz montado no Canvas, conversa por voz no Gemini Live, delegação de tarefa com o Spark, dashboard interativo, rotina agendada e skills personalizadas.
O recado do vídeo é que a maior parte das pessoas usa o Gemini como caixinha de pergunta e resposta, e deixa oito ou nove recursos parados. Em vinte minutos você sai sabendo qual deles resolve o seu trabalho de verdade, e já com o roteiro para repetir amanhã.
Vem assistir ao vídeo completo:
Microsoft oferece saída voluntária a 60 mil funcionários 💼
Na segunda (26), a Microsoft abriu uma Oferta de Saída Voluntária (a VEO, na sigla interna) para cerca de 60 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Índia. É algo em torno de 27% do quadro global, que tinha aproximadamente 223 mil pessoas em junho.
Repare na palavra certa antes de continuar: são 60 mil pessoas elegíveis a receber a proposta, não 60 mil demissões. Quem aceitar sai com condições parecidas com uma rescisão tradicional, e a decisão precisa ser comunicada até o começo de dezembro.
Quem pode aderir, e quem ficou de fora
A oferta vale para quem está até o nível 70 da escala interna, o que inclui gerentes gerais e parte dos vice-presidentes. Entre as áreas alcançadas estão Xbox, Windows, Copilot, finanças e RH. Ficaram fora data centers, vendas, marketing, segurança e computação quântica. O Brasil não entrou na lista.
Amy Coleman, diretora de RH da empresa, descreveu a medida como "mais uma forma de adaptar o quadro de funcionários à evolução das necessidades" da companhia.
O número que explica o número
A Microsoft projeta um investimento de cerca de US$ 175 bilhões em 2026, entre data centers e chips para IA. É aí que a conta começa a fazer sentido: a empresa não disse que a IA substituiu essas pessoas, e chegou a afirmar que as vagas cortadas em julho não estavam sendo ocupadas por IA. Mas reconhece que a tecnologia já executa tarefas e mudou a rotina dos times. E o dinheiro foi para algum lugar.
IAgora, o que isso significa?
Essa é a terceira mexida no quadro da Microsoft só em 2026, depois de um plano de aposentadoria voluntária em abril e de 4,8 mil cortes em julho. Não é a IA assinando a carta de demissão. É a IA entrando no orçamento e empurrando todo o resto para caber.
Google lança o Gemini 4 Carbon, e não libera para ninguém usar 🔐

Na quarta (28), apenas duas semanas depois do Gemini 4 Argon, o Google anunciou o Gemini 4 Carbon, apresentado por Koray Kavukcuoglu, arquiteto-chefe de IA da empresa. É o novo modelo de fronteira da casa, e ele nasceu com dois endereços: cibersegurança e tarefas longas, aquelas que o modelo precisa perseguir por dias sem desistir no meio.
Ele estreou em primeiro lugar no Artificial Analysis Intelligence Index 5.0, com nota 59, à frente do Claude Opus 5.5 e do GPT-6 Astra.
Os números de segurança
São três testes que medem fases diferentes da defesa digital: 88,2% no SEC-bench Pro (achar a vulnerabilidade), 54,8% no ExploitGym (confirmar que a falha dá para ser explorada de verdade) e 71,0% no CWE-bench (corrigir a causa raiz). O time do Chrome testou e relatou correções mais de dez vezes melhores que as de um modelo de outro laboratório.
E tem um número que interessa a você mesmo que você nunca abra um terminal. Injeção indireta de prompt é quando alguém esconde uma ordem dentro de uma página ou de um documento, e o seu agente de IA lê aquilo e obedece como se fosse você mandando. No teste da Gray Swan, o Carbon teve 0,0% de ataques bem-sucedidos. O Argon, que liderava esse ranking, estava em 0,7%.
Por que você ainda não pode usar
Porque quem sabe encontrar uma falha sabe, pela mesma porta, explorá-la. O acesso começou restrito a um grupo selecionado de defensores de cibersegurança e vai crescer aos poucos pelo Fairwind Program. Para desenvolvedor, empresa e consumidor comum, o Google diz "o quanto antes", sem data. O preço anunciado repete o do Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.
IAgora, o que isso significa?
O lançamento mais forte da semana é também o que ninguém pode testar. Virou padrão: primeiro o modelo, depois os freios, e só então o público. Vale guardar o 0,0% de injeção de prompt, porque é esse tipo de número, e não o ranking, que decide se dá para soltar um agente dentro da sua empresa.
Agentes já começam 40% dos pull requests, e o Brasil tem 10,2 milhões de devs 📊

Também na quarta (28), na conferência Universe, o GitHub divulgou o Octoverse 2026, seu relatório anual. O dado que parou todo mundo: em setembro, mais de 40% dos pull requests da plataforma começaram com um rascunho feito por um agente de IA. Em março eram 17%. São 110 milhões de solicitações só naquele mês, seis vezes o volume de março.
Para quem não vive de código, a tradução é simples: pull request é o pedido para incluir uma mudança dentro de um programa. Hoje, em quase metade dos casos, quem escreve a primeira versão é a máquina, e a pessoa entra para revisar.
O ano em que o volume explodiu
Nos doze meses até 30 de setembro foram 34,3 bilhões de commits, mais que o triplo de dois anos antes, e 17,9 bilhões de pushes, mais do que 2024 e 2025 somados. Os pull requests aprovados chegaram a 1,3 bilhão, uma média de 3,5 milhões por dia. Os repositórios novos que já nascem com um arquivo de configuração de agente registram oito vezes mais commits que os demais.
E eles não estão entregando lixo: 90% dos pull requests com agente envolvido foram aprovados em até duas semanas, contra cerca de 86% dos outros. O GitHub avisa que esses 40% são um piso, porque nem todo agente é detectável.
E o Brasil?
Aqui a notícia é boa. O país chegou a 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub e ocupa o quarto lugar do mundo, tanto em número de devs quanto em contribuições para projetos públicos. Só no último ano entraram 3,28 milhões de brasileiros, o terceiro maior acréscimo do planeta, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Na mesma semana, o GitHub lançou o Copilot Fusion, que decide a cada pedido qual modelo, ou qual combinação de modelos, executa cada etapa da tarefa.
IAgora, o que isso significa?
O primeiro movimento do trabalho deixou de ser escrever e passou a ser direcionar e revisar. Guarde a consequência: se a IA produz seis vezes mais rascunho, o gargalo virou a revisão. Vale para código, vale para o seu relatório.
🎯 Quiz IAgora, teste seu conhecimento
Em março de 2026, 17% dos pull requests do GitHub já começavam com um rascunho feito por agente de IA. Em setembro, quanto era?
A) 24%
B) Mais de 40%
C) Praticamente 80%
👇 A resposta está no final da newsletter!
Itaú paga R$ 2,92 bilhões para ter a IA dentro de casa 🇧🇷
Na segunda (26), o Itaú Unibanco anunciou a compra de 100% da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões, em fato relevante enviado à CVM. A NeoSpace é uma startup brasileira, de Uberlândia, fundada no fim de 2023. O negócio ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central, e o pagamento será feito em parcelas ao longo de cinco anos.
O banco já era sócio: liderou uma rodada de US$ 18 milhões em janeiro de 2025, quando a startup valia US$ 100 milhões. O que acelerou o cheque foi a NeoSpace negociar uma nova rodada de até US$ 250 milhões, numa avaliação de US$ 1,25 bilhão. Nas palavras de Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú: ou o banco seguia como cliente importante, ou se aproximava de vez.
O que exatamente eles compraram
A NeoSpace trabalha com o que chama de Large Data Model: em vez de um modelo treinado em texto da internet, um modelo treinado nos dados da própria empresa, em formatos variados. Na prática isso já roda no Itaú em crédito, prevenção a fraude e relacionamento com cliente, e alimenta a ia.i, a plataforma de IA generativa que o banco lançou no fim de julho e que já tem 3 milhões de usuários. A meta é estender o acesso a 100% dos clientes pessoa física do superapp até o fim do ano.
Detalhe saboroso: os fundadores da NeoSpace são os mesmos da Zup, que o Itaú comprou em 2019 por mais de R$ 500 milhões. O mesmo quarteto vendeu para o mesmo comprador, de novo. A empresa segue operando de forma independente, com Bruno Pierobon no comando.
IAgora, o que isso significa?
Esse é o debate de construir ou alugar, decidido com dinheiro de verdade por um banco brasileiro. O Itaú olhou para a IA que usa todo dia e preferiu ser dono a ser cliente. Na sua empresa, a IA que sustenta o processo mais importante é sua, ou é de quem te vende a assinatura?
A UFG lançou um modelo de IA brasileiro, e você pode baixar de graça 🇧🇷
Na mesma quarta (28), em São Paulo, durante o AI Brasil Experience, o CEIA, Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, lançou o CEIA Lumi, um modelo de linguagem treinado para o português e adaptado à realidade brasileira. É gratuito, de código aberto, e já está disponível para download no Hugging Face.
O que ele é, e o que ele não é
Não é concorrente de ChatGPT ou Gemini: não tem aplicativo nem tela de conversa. O Lumi é modelo-base, matéria-prima. A empresa baixa, roda na própria infraestrutura e continua o treinamento com os dados dela. Isso responde de uma vez a pergunta que trava projeto de IA em empresa séria: "para onde vão os meus dados?". Com o Lumi, não vão para lugar nenhum.
São 4 bilhões de parâmetros, e o tamanho foi escolhido de propósito. Modelo pequeno roda em máquina modesta, e é isso que coloca IA própria no alcance de quem não tem orçamento de data center. O treinamento usou mais de 100 bilhões de tokens em português.
Quem está por trás
O CEIA foi criado em 2019, fica no Instituto de Informática da UFG, em Goiânia, reúne mais de mil pesquisadores e recebeu R$ 91 milhões do governo de Goiás. Arlindo Galvão, diretor de Inovação Aberta do centro, resumiu a aposta: o Brasil precisa avançar não apenas como consumidor de tecnologias estrangeiras. Telma Soares, diretora do CEIA, diz que a ideia é aproximar a pesquisa científica das demandas do mercado. E já avisaram que vêm novos modelos.
Um porém honesto: o centro afirma que, num caso de uso do setor de energia, o Lumi teve desempenho melhor que modelos de grandes plataformas. Só que os testes foram construídos pelas próprias equipes da UFG e do CEIA. É resultado de casa, ainda sem avaliação independente.
IAgora, o que isso significa?
Repare na gangorra desta edição. O Itaú pagou R$ 2,92 bilhões para ser dono de um modelo, e uma universidade federal entregou outro de graça na mesma semana. São as duas respostas possíveis para a mesma conta, e a segunda cabe no seu orçamento. 🇧🇷
Anthropic abre as contas e pede para entrar na bolsa 💵
Ainda na segunda (26), a Anthropic, dona do Claude, protocolou o formulário S-1 na SEC, o passo formal para estrear na bolsa. A empresa quer listar ações na Nasdaq sob o código ANT. E, pela primeira vez, um laboratório de fronteira abriu as contas para qualquer pessoa ler.
A receita do primeiro semestre de 2026 foi de US$ 16,3 bilhões, contra US$ 1,16 bilhão no mesmo período de 2025. É um crescimento de cerca de 14 vezes em um ano.
Aquele prejuízo de US$ 80,7 bilhões
Você vai ver essa manchete por aí, então vale entender. O prejuízo operacional, o que mede o negócio em si, foi de US$ 693 milhões. O número gigante de US$ 80,7 bilhões vem em cerca de 90% de ajustes contábeis sobre dívida conversível: dinheiro que não saiu do caixa, e sim reavaliação do valor de instrumentos usados para financiar a empresa. São coisas diferentes, e a imprensa mistura as duas quase sempre.
O dado que mais interessa a você
11,9 mil empresas gastam US$ 100 mil ou mais por ano com a Anthropic, e cerca de 250 delas passam de US$ 10 milhões por ano. Os sete cofundadores mantêm 50,1% do poder de voto mesmo depois da abertura, por uma estrutura chamada Founder LLC. Quantidade de ações e faixa de preço ainda não foram definidas, e o mercado especula uma avaliação entre US$ 1,5 trilhão e US$ 2 trilhões.
IAgora, o que isso significa?
Esqueça o prejuízo de manchete e olhe para as 11,9 mil empresas pagando seis dígitos por ano. Pagar por IA deixou de ser experimento de inovação e virou linha fixa de custo. É o mesmo movimento da Microsoft, do Itaú e do GitHub, visto pelo lado de quem recebe o dinheiro.
✍️ Editorial: o ano em que a IA virou linha de orçamento
Se você reler as seis notícias desta edição, vai notar que nenhuma delas é sobre o que a IA consegue fazer. Todas são sobre quanto ela custa e o que ela desloca.
A Microsoft põe US$ 175 bilhões em data center e abre a porta para 60 mil pessoas saírem. O Itaú assina R$ 2,92 bilhões para parar de alugar o modelo que já usava. A Anthropic mostra 11,9 mil empresas pagando seis dígitos por ano. O GitHub mede que quase metade do trabalho de código já começa numa máquina. O Google lança o modelo mais forte do mercado e não deixa ninguém usar, porque o risco entrou na conta também. E a UFG, no meio disso, coloca um modelo brasileiro de graça na mesa, atacando a mesma conta pelo outro lado.
Em 2025 a pergunta era se a IA funcionava. Em 2026 a pergunta é onde ela aparece no orçamento, e o que sai da planilha para ela caber.
Isso vale no seu tamanho também. A diferença entre quem vai estar confortável em 2027 e quem vai estar na defensiva não é quem usa mais ferramentas. É quem consegue dizer, com número, o que a IA mudou no próprio trabalho.
Para esta semana: escolha uma tarefa que você repete toda semana e cronometre duas vezes, com e sem IA. Anote os dois números num papel. Esse é o único dado que ninguém pode discutir com você na próxima conversa sobre eficiência. ⏱️
🎯 Resposta do quiz: B) Mais de 40%. Foram 110 milhões de pull requests iniciados por agentes só em setembro, seis vezes o volume de março. E o GitHub trata esse número como piso, porque nem todo agente deixa rastro.